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A economia dos ecossistemas e a biodiverssidade

 

Nem tudo que é muito útil custa caro (água, por exemplo) e nem tudo que custa caro é muito útil (como o diamante). Este exemplo expressa não um, mas dois dos principais desafios de aprendizagem que a sociedade enfrenta na atualidade. Em primeiro lugar, estamos ainda descobrindo a “natureza do valor” conforme o nosso conceito de “capital” passa a incluir o capital humano, social e natural. Ao reconhecer e trabalharmos para desenvolver ou conservar estes outros “capitais”, estamos trabalhando em prol da sustentabilidade. Em segundo lugar, ainda estamos buscando entender o “valor da natureza”. A natureza é fonte de muito valor no nosso dia-a-dia apesar de estar fora do mercado e ser difícil atribuir-lhe um preço ou um valor. Como temos percebido, a ausência de valoração está na raíz da degradação os cossistemas e da perda de biodiversidade.

O nosso projeto acerca da “Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade” tem como enfoque este segundo desafio ao defender de forma ampla e contundente a necessidade de conservar os ecossistemas e a biodiversidade.

Uma Bússola Econômica Defeituosa ?

Alguns leitores ficarão surpresos ao descobrir que o exemplo acima é tão antigo quanto a própria economia. Ele foi retirado da obra clássica de Adam Smith publicada em 1776. Talvez um terceiro desafio seja, portanto, entender por que a humanidade levou 200 anos para entender de fato os dois primeiros desafios! Duzentos e cinquenta anos atrás, havia terra em abundância, a energia não era um dos principais fatores no processo produtivo e o insumo de produção mais escasso era o capital financeiro. Os tempos mudaram. Quando Adam Smith desenvolveu as suas teorias econômicas, o capital e o comércio mundial eram medidos em milhões e não trilhões de dólares como hoje. Bill McKibben (2007) aponta a máquina a vapor e o “crescimento do PIB” como as descobertas mais importantes do século 18, em que ambas melhoraram a qualidade de vida de parcela significativa da humanidade. O crescimento do PIB gerou empregos, evitou recessões e passou a ser o parâmetro de avaliação do progresso. No entanto, o crescimento do PIB não reflete dimensões fundamentais da riqueza nacional e do bem-estar tais como a melhoria na qualidade dos serviços de saúde, a abrangência do sistema educacional e as mudanças na qualidade e quantidade dos nossos recursos naturais.

Pode-se dizer que estamos tentando navegar nas águas desconhecidas e agitadas de hoje com uma bússola econômica antiga e defeituosa. E este não é apenas um problema nacional de natureza contábil – é um problema de mensuração que permeia todas as camadas da sociedade, desde o governo, passando pelos setores empresariais até chegar aos indivíduos, além de também afetar nossa capacidade de criar uma economia sustentável em harmonia com a natureza.

 

 

 

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